Matéria veiculada no G1
Prefeituras do Piauí descumprem Lei de Responsabilidade Fiscal
Fonte: G1
direto da fonte: http://g1.globo.com/pi/piaui/noticia/2013/12/prefeituras-do-piaui-descumprem-lei-de-responsabilidade-fiscal.html
A Lei de responsabilidade fiscal foi criada para dar transparência
aos gastos públicos,no entanto,a legislação tem sido desrespeitadas por
muitos gestores em cidades do Piauí. Os municípios de
Ilha Grande e Redenção do Gurgueia gastaram mais 71% de suas receitas com pagamento de servidores e isso não é permitido por lei.
Segundo um levantamento do Tribunal de Contas do estado (TCE) mesmo
sendo crime, cerca de 50 prefeitos usaram verba pública no pagamento de
servidores. Ainda de acordo com o TCE, outras sete cidades piauienses
estão em estado de alerta porque estão quase ultrapassando o limite
permitindo por lei.
A presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de José de Freitas,
Maria das Graças Santos, contou que a prefeitura não está pagando o
piso salarial dos professores. "Se a prefeitura da cidade não pagar o
que determina a lei, nós professores não iremos ministrar as aulas",
disse.
A dificuldade para a Prefeitura de José de Freitas conseguir pagar os
salários dos professores pode ter uma explicação: o excesso de
funcionários na folha de pagamento do município que conta com 740
servidores efetivos, 400 comissionados e prestadores de serviço. E para
pagar tanta gente, o prefeito consome 56,7% da receita total e isso fere
a lei de responsabilidade fiscal que estipula o limite de 54%.
O secretário Finanças de José de Freitas, Claúdio Silva, falou de
cortes que já estariam sendo feitos." Em dezembro fizemos uma exoneração
de quase 500 funcionários e isso já ajustar as contas", argumentou.
Carlos Yuri Araújo, conselheiro da Ordem dos Advogados no Piauí,
explicou o que pode acontecer com o gestor que não Lei de
Responsabilidade Fiscal." O gestor fica sujeito a não ter condições de
contrair operações de crédito, além disso, ele pode perde a oportunidade
de ser garantido outros orgãos como a União. E finalmente, a empresa
inamdiplente corre o risco de perder as transferências voluntárias
feitas União", explicou o conselheiro.
O economista Felipe Mendes recomendou aos gestores a cortar os gastos para aplicar em setor mais necessitados pela população.